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20-07-2007

Tá lá um conto estendido no chão

    Esqueci de falar. A Renata perguntou se eu escrevia, coisa e tal e eu escrevi. Se ajunte, curioso, e depois saia em silêncio sem olhar para trás.

 

16-07-2007

Hipócritas e pseudos

   É das coisas mais engraçadas vê-los: os hipócritas e os pseudo-intelectuais. Eu me hilario. Enquanto os primeiros dão nó em pingo dágua pra beijar quem não beijariam, os segundos sempre atiram pela culatra ao esbanjar ignorante estupidez.
    Eu, que praticamente decorei Clarice Lispector, cito agora de cabeça: Aprendi que a coragem é falar menos, embora seja difícil falar pouco.
    O ideial é ter a eloquência de um John Wayne, nosso ídolo John Wayne, aquele que não desperdiçava bala. A boca é um revólver. Só puxo o gatilho em último caso.

A essência das coisas

    Eu poderia abandonar uma relação amorosa por um filme, mas jamais abandonaria um filme por uma relação amorosa.
 
    François Truffaut 

07-07-2007

O que eu diria pro Dunga?

    Ô Dungá, cê qué ganhá jogo?? Cê qué ganhá medalha? Cê qué levantá troféu? ENTÃO BOTA ATACANTE, FILHODAPUTA!!!

     Minha inspiração: um, dois.

Da minha alegria em fazer faculdade

      Aula até 22 de dezembro.

01-07-2007

Primeiro Manifesto do Googlismo

    Fundei nova poética: googlismo.
 
    Googlismo, mais um ismo, desta vez olhos infinitos mirando na web da sua alma. Não é vã guarda. A liberdade do teclado: os dados estão aí.
 
    O primeiro poema é este
 
    Um googlepoema só pode ser linkado - é virtual na tu(r)a(l) mente.
 
    A revolução poética - qualquer erro é poesia, os poemas se reproduzem cancerigenamente pela entranha virtual dos computadores alimentados pela maravilhosa estupidez humana, o
 
 
   G
C A O S
 C A O S 
                 G O O G L E
      L   
                       E U   A O  L É U
 
 
    Desde já, esta é a obra máxima do googlismo.
 
    A superação do dadaísmo.
 
    Não mais picharemos os muros, não mais picharemos as casas, não mais picharemos os viadutos: só há espaço na caixa de busca, onde se procurando tudo dá, se pesquisando tudo se acha, abaixo o lápis e a borracha!!
 
    É chegado o link de uma nova poética, de um novo homem.
 
    Recebo um poema demodé de um poeta não-identificado da geração internet:
 
    A vida não tem backup
    não dá pra clicar back
    é tudo forward
    não tente save as
    so kiss my ass 
 
   A velha poesia, tal como era conhecida & praticada até meados de 2007. Contemplem a carcaça poética do que fomos capazes. Observem a falta do make it new, aliás, Pound is dead - make it now, o escambau, coisa e tal.
 
    O googlismo morre aqui e renasce no próximo clique. Terás coragem de apertar F5?

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