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14-07-2008

A Teoria Dantas do Amor

    Quem é Protógenes? Obcecado com Daniel Dantas estou eu. Não páro de pensar nele um segundo que seja. Gênio das finanças, capaz de aplicar nó tático nos próprios sócios, disposto a tudo para livrar sua cara: esse é Dantas. É? Não me importa, esse é o meu Dantas. Tão onipresente em meu pensamento é essa nobre figura que até elaborei uma teoria, a TDA: Teoria Dantas do Amor.

    O que dá satisfação a Dantas? Muitas pessoas andam se perguntando por aí qual o motivo de enriquecer se não é possível desfrutar das benesses que a grana permite. Ora, os que fazem tal indagação não compreenderam a alma do poeta: "É o negócio", responde ele. Pois bem. Eis aqui a tão exclusiva quanto bizarra TDA: há pessoas - é preciso nervos de aço - capazes de tudo quando se trata de amor. Perdão, de Amor. O nobre sentimento sobre o qual muitos crimes já ocorreram. 

    Peralá: crimes? Afinal, o que diz a TDA? Não há crime quando há Amor. Tudo é permitido ao coração apaixonado: consultar as mensagens em celular alheio, proibir de falar com ex, ver traição em cada pequeno gesto do outro. A TDA está assentada sobre o seguinte princípio: o jogador precisa sempre de motivação. E o que o move? É, justamente, helás!, o jogo! oras bolas pipocas. Repare: esses jogadores do Amor, mal conquistam seu objetivo, logo se cansam, e saem em busca de novos alvos. 

   Ah, então, a TDA nada mais é do que o donjuanismo, pergunta a cadeira da sala de estar. Sim, a TDA, em suma, é isso. Ou então, se quiser: Daniel Dantas é um Don Juan dos negócios. E qualé a diferença? Não há Polícia Federal no Amor. E assim os poetas tiram ouro do nariz.