<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?> <?xml-stylesheet type="text/xsl" href="/rss20.xsl" media="screen"?> <rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"> <channel> <title>Labirinto do Não - literatura</title> <description>&amp;quot;Dos dioses hay, y son: Ignorancia y Olvido&amp;quot; - Rubén Darío</description> <link>http://labirintodonao.blogspirit.com/literatura/</link> <lastBuildDate>Fri, 29 Aug 2008 08:47:42 +0200</lastBuildDate> <generator>blogSpirit.com</generator> <copyright>All Rights Reserved</copyright>  <item> <guid isPermaLink="true">http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2006/08/01/em-verso-e-prosa.html</guid> <title>Em verso e prosa</title> <link>http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2006/08/01/em-verso-e-prosa.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Gabriel)</author>   <category>Literatura</category>   <pubDate>Sat,  5 Apr 2008 10:40:00 +0200</pubDate> <description> &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Rubem Braga: &lt;a href=&quot;http://www.releituras.com/rubembraga_desaparecido.asp&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O desaparecido&lt;/a&gt; - &lt;a href=&quot;http://www.astormentas.com/din/poema.asp?key=12126&amp;amp;titulo=Ao+Espelho&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ao espelho&lt;/a&gt;. </description>  </item>  <item> <guid isPermaLink="true">http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2008/03/24/se-e-isso-que-voce-quer-vai-fundo.html</guid> <title>&quot;Se é isso que você quer, vai fundo&quot;</title> <link>http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2008/03/24/se-e-isso-que-voce-quer-vai-fundo.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Gabriel)</author>   <category>Literatura</category>   <pubDate>Mon, 24 Mar 2008 00:00:00 +0100</pubDate> <description> &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span id=&quot;brtpTexto&quot;&gt;Eu já tinha publicado um livrinho de poesia em 1978, com amigos paulistas e cariocas, chamado “Amazonas, um rio entre ruínas”. Um livro artesanal, feito na FAU, onde eu estudava. E quando lancei em Manaus, pensei: “ninguém vai ler mesmo”. Até que o livreiro disse: “olha, está vendendo o seu livro, dois ou três por semana”. Um tempo depois descobri que a minha mãe mandava comprar o livro para dar para as amigas dela. “Por que você fez isso?”, perguntei. “Ah, é para te estimular, para você achar que tem leitores”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;a href=&quot;http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2008/03/18/milton_hatoum_encara_o_desafio_da_novela_em_orfaos_do_eldorado_1233064.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Milton Hatoum&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; </description>  </item>  <item> <guid isPermaLink="true">http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2008/02/21/ele-aceitou-a-penumbra.html</guid> <title>Ele aceitou a penumbra</title> <link>http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2008/02/21/ele-aceitou-a-penumbra.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Gabriel)</author>   <category>Literatura</category>   <pubDate>Thu, 21 Feb 2008 00:00:00 +0100</pubDate> <description> &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um pouquinho de Chesterton, em Ortodoxia - aliás, é desse livro aquela famosa frase &quot;o louco é aquele que perdeu tudo menos a razão&quot;:&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &quot;Enquanto se tem um mistério se tem saúde; quando se destrói o mistério se cria a morbidez. O homem comum sempre foi sadio porque o homem comum sempre foi um místico. Ele aceitou a penumbra. Ele sempre teve um pé na terra e outro num país encantado. Ele sempre se manteve livre para duvidar de seus deuses; mas, ao contrário do agnóstico de hoje, livre também para acreditar neles. Ele sempre cuidou mais da verdade do que da coerência. Se via duas verdades que pareciam contradizer-se, ele tomava as duas juntamente com a contradição. Sua visão espiritual é estereocópica, como a visão física: ele vê duas imagens simultâneas diferentes e, contudo, enxerga muito melhor por isso mesmo.&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Assim, ele sempre acreditou que existia isso que se chama de destino, mas também isso que se chama de livre-arbítrio. Assim, ele acreditava que as crianças eram de fato o reino do céu, mas, apesar disso, deviam obedecer ao reino da terra. Ele admirava a juventude por ela ser jovem e a velhice não o ser. É exatamente esse equilíbrio de aparentes contradições que tem sido a causa de toda a vivacidade do homem sadio. Todo o segredo do misticismo é este: que o homem pode compreender tudo com a ajuda daquilo que não compreende. O lógico mórbido procura tornar tudo lúcido e consegue tornar tudo misterioso. O místico permite que uma coisa seja mística, e todo o resto se torna lúcido.&quot;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; </description>  </item>  <item> <guid isPermaLink="true">http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2008/01/06/estável-sob-as-estrelas.html</guid> <title>Estável sob as estrelas</title> <link>http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2008/01/06/estável-sob-as-estrelas.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Gabriel)</author>   <category>Literatura</category>   <pubDate>Sun,  6 Jan 2008 08:00:00 +0100</pubDate> <description> &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &quot;A literatura não diz nada aos seres humanos satisfeitos com sua sorte, que se contentam com a vida tal como a vivem. Ela é alimento de espíritos indóceis e propagadora de inconformidade, um refúgio para aquele a quem falta algo na vida, para não ser infeliz, para não se sentir incompleto, sem se realizar suas aspirações. Sair para cavalgar junto ao esquálido Rocinante e seu desbaratado ginete pelos descampados de La Mancha, percorrer os mares em busca da baleia branca com o capitão Ahab, beber o arsênico com Emma Bovary ou nos converter num inseto com Gregor Samsa, é uma maneira inteligente que inventamos para desagravar a nós mesmos das ofensas e imposições dessa vida injusta, que nos obriga a ser sempre os mesmos, quando gostaríamos de ser muitos, tantos quanto exijam para se aplacar os desejos incandescentes de que estamos possuídos.&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A literatura somente apazigua momentaneamente essa insatisfação vital, porém, nesse milagroso intervalo, nessa suspensão provisional da vida na qual nos faz desaparecer a ilusão literária - que parece nos arrancar da cronologia e da história e nos converter em cidadãos de uma pátria sem tempo, imortal -, somos outros. Mais intensos, mais ricos, mais completos, mais felizes, mais lúcidos que na constrangida rotina da nossa vida real.&quot; &lt;b&gt;Mario Vargas Llosa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &quot;O tempo é circular, dizem esses eventos; depois da morte de alguém, converso com outro alguém que se lembra dele, ou que quer saber algo a seu respeito; construímos o muro do jardim com as pedras que caíram do celeiro; o que não lembro mais está ali, em algum lugar, em uma das páginas cuidadosamente numeradas de um de meus livros. E eu, claro, vou desaparecer; o novo muro também vai desmoronar; os livros se dispersarão. Mas aquilo de que todos nós fazemos parte, uma pequena parte que seja, vai continuar, estável sob as estrelas. E, aos olhos de um escultor cinzelando a pedra, o todo ficará tanto mais belo com a nossa ausência.&quot;&amp;nbsp; &lt;b&gt;Alberto Manguel&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt; </description>  </item>  <item> <guid isPermaLink="true">http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/12/31/tudo-igualmente-diferente.html</guid> <title>Tudo igualmente diferente</title> <link>http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/12/31/tudo-igualmente-diferente.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Gabriel)</author>   <category>Datas comemorativas</category>  <category>Literatura</category>   <pubDate>Mon, 31 Dec 2007 00:00:00 +0100</pubDate> <description> &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vai aí, uma do velho Braga - e uma &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=WKTuqEYWqWI&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;nova&lt;/a&gt; do Yamandu:&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O ano passou. Não sei se vós, leitor amigo, ou vós, distinta leitora, o passastes bem. Eu, como já passei muitos, os tenho passado de todo jeito, e ainda hoje esse segundo que vem depois da meia-noite me perturba.&lt;/p&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já passei ano só, em terra estranha, ou, o que é mais amargo, na minha; ou andando como um tonto na rua ou afundado num canto de bar ruidoso; ou tentando inutilmente telefonar; dormindo; com dor de dente. E quando digo de todo jeito estou dizendo também de jeito feliz, entre gente irmã ou nos braços de algum amor eterno - braços que depois dobraram a esquina do mês e da vida, e se foram, oh! provavelmente sem sequer a mais leve mágoa nos cotovelos, apenas indo para outros braços.&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Passam os anos, passam os braços; mas fica sempre, quando a terra dá outra volta em si mesma, essa emoção confusa de um instante. Conheço pessoas que fogem a esse segundo de consciência cósmica, afetando indiferença, indo dormir cedo  como se não estivessem interessadas em saber se esta piorra velha deste planeta resolveu continuar girando ou não. É singular que entre tantas festas religiosas e cívicas nenhuma chegue a ser tão emocionante e perturbe tanto a humanidade como esta, que é a Festa do Tempo. É como se todos estivéssemos fazendo anos juntos; é o Aniversário da Terra.&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se a alma estremece diante do Destino, o espírito se confunde; reina uma tendência à filosofia barata; vejam como eu começo a escrever algumas palavras com maiúsculas, eu que levo o ano inteiro proseando em tom menor, e mesmo o nome de Deus só escrevo assim para não aborrecer os outros, ou para que eles não me aborreçam..&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já ao nome do diabo, não; a esse sempre dei, e dou, o d pequeno, que outra coisa não merece a sua danação. A ele encomendamos o ano que passou - e a Deus, o Novo. Que vá com maiúscula também esse Novo; fica mais bonito, e levanta nosso moral.&lt;/p&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E se entre meus leitores há alguma pessoa que na passagem do ano teve apenas um amargo encontro consigo mesmo, e viveu esse instante na solidão, na tristeza, na desesperança, no sofrimento, ou apenas no odioso tédio, que a esse alguém me seja permitido dizer: Vinde. Vamos tocar janeiro, vamos por fevereiro e março e abril e maio, e tudo que vier; durante o ano a gente o esquece, e se esquece; é menos mal. E às vezes, ao dobrar uma semana ou quinzena, ás vezes dá uma aragem. Dá, sim; dá, e com sombra e água fresca. E quem vo-lo diz é quem já pegou muito sol nos desertos e muito mormaço nas charnecas da existência. Coragem, a Terra está rodando; vosso mal terá cura. E se não tiver, refleti que no fim todos passam e tudo passa; o fim é um grande sossego e um imenso perdão.&lt;/div&gt; </description>  </item>  <item> <guid isPermaLink="true">http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/12/27/juventude.html</guid> <title>Juventude</title> <link>http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/12/27/juventude.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Gabriel)</author>   <category>Literatura</category>   <pubDate>Thu, 27 Dec 2007 00:00:00 +0100</pubDate> <description> &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Coetzee é minha mais nova paixão:&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &quot;A angústia que pesa sobre Monica Vitti e outros personagens de Antonioni é de um tipo bastante desconhecido para ele. Na verdade, não é angústia, absolutamente, mas algo mais profundo: &lt;i&gt;Angst&lt;/i&gt;. Queria ter um gostinho de &lt;i&gt;Angst&lt;/i&gt;, mesmo que só para saber como é. Mas, por mais que tente, não consegue encontrar em seu coração nada que possa reconhecer como &lt;i&gt;Angst&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Angst&lt;/i&gt; parece ser uma coisa européia, especificamente européia; ainda tem de encontrar seu rumo até a Inglaterra, para não falar das colônias da Inglaterra.&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Num artigo no &lt;i&gt;Observer&lt;/i&gt;, a &lt;i&gt;Angst&lt;/i&gt; do cinema europeu é explicada como fruto do medo da aniquilação nuclear; também como a incerteza posterior à morte de Deus. Ele não se convence. Não pode acreditar que o que faz Monica Vitti sair para as ruas de Palermo debaixo da furiosa bola vermelha do sol, quando podia ficar no frescor de um quarto de hotel com um homem a lhe fazer amor, seja a bomba de hidrogênio ou uma falha da parte de Deus, que não fala com ela. Seja qual for a verdadeira explicação, deve ser algo mais complicado que isso.&quot;&lt;/p&gt; </description>  </item>  <item> <guid isPermaLink="true">http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/12/23/eu-penso-em-jack-kerouac.html</guid> <title>Eu penso em Jack Kerouac</title> <link>http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/12/23/eu-penso-em-jack-kerouac.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Gabriel)</author>   <category>Literatura</category>   <pubDate>Sun, 23 Dec 2007 21:00:00 +0100</pubDate> <description> &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bem, tem gente que acha que On the road é apenas um livro sobre um bando de malucos que resolve percorrer os Estados Unidos enquanto se droga. Se você &lt;i&gt;leu&lt;/i&gt;, sabe que a coisa não é bem essa - On the road é como jazz, se você precisa perguntar, é porque nunca vai entender. E tomaí &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=_MjPtem6ZbE&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;a última página lida pelo autor&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt; </description>  </item>  <item> <guid isPermaLink="true">http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/11/09/as-vezes-as-pessoas-leem-o-encontro-marcado.html</guid> <title>Às vezes as pessoas lêem O Encontro Marcado</title> <link>http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/11/09/as-vezes-as-pessoas-leem-o-encontro-marcado.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Gabriel)</author>   <category>Literatura</category>   <pubDate>Fri,  9 Nov 2007 22:03:40 +0100</pubDate> <description> &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E me dizem: &quot;Mas é um livro triste!&quot;. E eu respondo:&amp;nbsp;E daí?&lt;/p&gt; </description>  </item>  <item> <guid isPermaLink="true">http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/11/04/leitura-de-saguao1.html</guid> <title>Leitura de saguão</title> <link>http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/11/04/leitura-de-saguao1.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Gabriel)</author>   <category>Literatura</category>   <pubDate>Sun,  4 Nov 2007 01:00:00 +0100</pubDate> <description> &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os atrasos em aeroportos permitem que as pessoas coloquem as leituras em dia. As pessoas, não sei, mas eu, sim. &lt;b&gt;A Suavidade do Vento&lt;/b&gt;, de Cristovão Tezza, é um filme do Woody Allen. Desses que ele lança quando não está muito inspirado, mas garante a diversão. Ah, você já sabe: o pior filme de Woody Allen é melhor que 90% dos filmes atuais etc.&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já &lt;b&gt;O Diário de Antônio Maria&lt;/b&gt; tem algumas belas passagens:&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &quot;Conheço-a bem. Mas até onde uma pessoa pode conhecer a outra. Isto é sempre muito pouco. O homem se habitua ao seu mistério e se abriga nele até a morte. Mesmo quando confessa, quando parece contar-se e explicar-se ao máximo, não está mais que &lt;i&gt;causando uma impressão&lt;/i&gt;. Diverte-se assim.&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Geralmente gostamos de causar boas impressões. E fabricamos as impressões que gostaríamos de causar. (...) Mas acontece que ver e sentir são atos espontâneos e casuais. Dificilmente, vemos o que nos está sendo mostrado. Quem enfeita um gesto e o realiza com intenção de êxito, perde-o quase sempre, entre outros que foram mais numerosos e eram naturais. Não nos devemos esquecer de que é inútil &lt;i&gt;fazer a nossa beleza. Ela é uma descoberta do próximo&lt;/i&gt;. Aqui está, por exemplo, uma flor. Não fez nada para que eu a achasse bela. Fui eu que senti a combinação do seu silêncio com o esmaecimento de seu vermelho. Fui eu que descobri a elegância na inclinação do seu caule para a direita. Sou eu que penso na sua morte e na sua volta. Todas as flores volta sozinhas à sua glória - como a rosa de Rilke. A rosa do Petit Prince julgava-se poderosa ou defendida, porque tinha quatro espinhos. E vejo aqui a minha flor, que não fez o seu silêncio, nem o seu vermelho, nem se inclinou para a direita com intuito de beleza. Eu a vi e senti assim - de modo próprio.&quot;&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bem, se você ainda não sabe quem é Antônio Maria, está na hora de se mexer.&lt;/div&gt; </description>  </item>  <item> <guid isPermaLink="true">http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/10/26/caio-f.html</guid> <title>caio f.</title> <link>http://labirintodonao.blogspirit.com/archive/2007/10/26/caio-f.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Gabriel)</author>   <category>Literatura</category>   <pubDate>Fri, 26 Oct 2007 13:50:00 +0200</pubDate> <description> &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &quot;Eu fiz questão, na minha vida, de correr absolutamente todos os riscos. Tudo que minha geração fez, eu fiz radicalmente até o fim.&quot;&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&amp;amp;contentID=2541&amp;amp;channel=45&quot;&gt;vídeo&lt;/a&gt; mostra quem é caio f. (dica&amp;nbsp;da &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://transbordar.blogspirit.com/&quot;&gt;Mari-Mari&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vou fazer um trabalho sobre ele e se você for uma Pessoa Com Ar Milimetricamente Descolado Que Lê Caio Éfe, faça o favor de se manifestar caso tenha Idéias Inovadoras Para Uma Nova Leitura de Caio Fernando Abreu.&lt;/p&gt; </description>  </item>  </channel> </rss> 