27-03-2007

Novos clássicos da poética brazuca IV

 
    ninguém me ama
    ninguém me qué
    ninguém me chama gabriel josé 
 
    ***
 
    ninguém me ama
    ninguém me qué
    ninguém me chama de meu bié 

04-03-2007

Novos clássicos da poética brazuca III

      Blogueiro da dor
 
    Formata, del, deleta essa tormenta,
    Feito um fracasso, que desvirtuado,
    Putífero, se apaga no teclado,
    Sem assistência técnica - nem tenta!
 
    Numa cagada velox, só aumenta!
    Chacoalha os fios, monitor quebrado,
    Detona tudo, detona, irado,
    E, no final, idiota se acidenta.
 
    Foi por um triz! um triz não se despreza!
    Adiante! Reza, ora, ora, reza
    pelo pc ainda estar inteiro!
 
    E, embora seja inexperiente,
    Perdido em mar virtual, e impotente,
    Deseja o del, clauníssimo blogueiro.

Novos clássicos da poética brazuca II

    Cota zero (ponto oito)
 
    Stop.
    A vida parou
    ou a conexão caiu?

14-01-2007

Novos clássicos da poética brazuca

    Nova poética
 
    Vou lançar a teoria das poetas belas.
    Poetas belas:
    São lindas sem maquilagem (também).
    Vai uma garota.
    Sai uma garota de casa com vestido verde caimento perfeito,
                                          e na primeira esquina
    todos calam e observam a vinda e a ida; um grita - Princesa:
    É a vida. 
 
    O poema deve ser como garotas no espelho:
    fazer bonito o leitor feio.
    Sei que a poesia é também fezes.
    Mas estas ficam para os marginais, poetas
                      malandros & melancólicos & mal amados que
    só florescem na maldade.